A paralisação nacional da quinta-feira (20) também teve forte participação dos trabalhadores de bancos privados no Distrito Federal. Bancários do Bradesco, Itaú, Santander e de outras instituições aderiram ao movimento em unidades localizadas nas áreas centrais e em diferentes regiões administrativas.
Ao longo do dia, equipes do Sindicato percorreram agências e centros de trabalho, dialogaram com a categoria e deram suporte à mobilização. A participação de dirigentes, que conhecem de perto a realidade dos bancos privados, ajudou a colocar em evidência problemas como cobrança de metas abusivas, sobrecarga, adoecimento, demissões e fechamento de agências.
Nos bancos privados, a paralisação levou a cobrança diretamente à Fenaban. Mesmo diante dos altos lucros do setor, os bancos chegaram à oitava rodada de negociação sem apresentar um índice de reajuste e ainda tentaram estabelecer aumentos diferentes por faixa salarial, congelar o piso de ingresso e fragmentar a valorização dos vales.
A rejeição da categoria obrigou a Fenaban a retirar esses pontos, mas a ausência de uma proposta econômica concreta levou à paralisação. Além do aumento real, os trabalhadores reivindicam valorização da PLR e dos vales, proteção ao emprego e condições de trabalho compatíveis com os resultados que produzem.
A adesão nos bancos privados mostrou que a pressão por metas e o medo das demissões não impediram a organização coletiva. A mobilização deixou um aviso aos banqueiros: sem uma proposta que valorize os trabalhadores, a categoria continuará preparada para responder.
Da Redação
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